Sacristão palaciano, o embusteiro e mitômano Gilberto Carvalho é o novo tresloucado do governo

Chave de hospício – Se há no planeta catapultas de sandices, por certo uma delas está instalada no palácio do Planalto, tendo como operador o ex-sacristão Gilberto Carvalho, o petista palaciano que ainda deve explicações sobre o brutal assassinato de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André.
Fadado a deixar o governo da “companheira” Dilma Vana Rousseff e com vaga garantida no Instituto Lula, Carvalho tem dedicado as últimas semanas de sua passagem pela Secretaria-Geral da Presidência da República para balbuciar bobagens, como se no Brasil não existissem pessoas com massa cerebral. Há dias, em mais um das suas incursões midiáticas, Gilberto Carvalho disse que Dilma “luta contra a corrupção dia e noite e gosta dos pobres”.
Comecemos pela corrupção… Tivesse lutado diuturnamente contra a corrupção, como alegou o coroinha palaciano, Dilma não teria permitido que o crime organizado atuasse de forma devastadora na Petrobras, a ponto de a estatal estar na mira das autoridades norte-americanas e holandesas. A presidente foi avisada por Paulo Roberto Costa sobre irregularidades nas obras da petrolífera nacional, o que remete de chofre para o carrossel de corrupção desmontado pela Operação Lava-Jato, mas nada fez para que a ação criminosa cessasse. Ao contrário, a presidente ignorou o alerta, pois a bandalheira na Petrobras é que mantinha sob cabresto a chamada base aliada. Ou seja, Dilma Rousseff não combateu a corrupção.
Ainda a corrupção… Tivesse de fato combatido a corrupção, Dilma não estaria correndo o risco de ser apanhada pela Foreign Corrupt Practices Act (FCPA), lei norte-americana que pune com pena de prisão os cidadãos que corrompem autoridades no exterior e os executivos de empresas que comercializam ações nas Bolsas de Valores estadunidenses e compactuam com a corrupção. É o caso de Dilma Rousseff, que durante o período em que o esquema de corrupção que funcionava na Petrobras ganhou força, presidia o Conselho de Administração da estatal, tendo autorizado a compra da obsoleta e superfaturada refinaria de Pasadena (Texas), a “ruivinha”.
O suposto apreço pelos pobres… Gilberto Carvalho abusou da irresponsabilidade ao afirmar, durante discurso no “2º Encontro Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais”, que Dilma gosta dos pobres. Se ao menos se preocupasse com os pobres, não tendo a obrigação de gostar dessa parcela da população, Dilma teria evitado que a economia brasileira mergulhasse na crise que vem sacrificando sem piedade os menos aquinhoados. Isso porque a disparada dos preços de produtos, em especial dos alimentos, subiu muito acima da inflação oficial, que, de acordo com o governo, está sempre encostado no teto (6,5% ao ano) do plano de metas. O desprezo de Dilma em relação aos pobres se faz presente na inoperância do governo diante da inflação real, aquela que no cotidiano derrete a dignidade do cidadão, que passou a conviver com o assustador binômio que mescla fim do salário e continuidade do mês.

Ainda o falso apreço pelos pobres… Acreditar que Dilma Rousseff gosta dos pobres é no mínimo um ato de irresponsabilidade. Fosse verdadeira a afirmação de Gilberto Carvalho, o governo do PT não teria direcionado o suado do dinheiro do contribuinte para gastos meramente eleitoreiros, obrigando a presidente a enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei que detona a Lei de Diretrizes Orçamentárias e oficializa, reduz vergonhosamente a meta de superávit primário e legaliza a irresponsabilidade fiscal. No mesmo evento, Carvalho, em mais um momento de sandice e populismo barato, destacou que, no passado, bilhões de reais ficavam depositados para pagar os juros da dívida pública, mas quando vieram os governos Lula e Dilma esses recursos começaram a ser usados para distribuir renda. Como se irresponsabilidade fiscal não fosse passível de punição.
Assim como a cúpula do Partido dos Trabalhadores, Gilberto Carvalho sabe que o antipetismo cresce de forma assustadora em todo o País, situação que tornou-se ainda mais evidente com os seguidos escândalos de corrupção envolvendo os “companheiros”. Por isso o secretário-geral da Presidência insiste nesse discurso visguento e embusteiro, que só convence os desavisados. “O dinheiro era destinado só aos grandes e agora começou a voltar para os pobres. É por essa lógica que as elites têm tanto ódio. Esse ódio que apareceu na eleição e que a imprensa traduziu de forma tão terrível”. Ou seja, o governo do PT é incompetente e conhecidamente corrupto, mas a culpa, como sempre, é da imprensa, que os petistas tanto querem amordaçar na esteira do chamado controle social da mídia.
O mais recente discurso irresponsável de Gilberto Carvalho diz respeito á equipe econômica do próximo governo. Nesta quinta-feira (27), o secretário da Presidência disse que a indicação de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda é uma “adesão ao programa histórico” do PT no governo federal. A declaração de Gilberto Carvalho foi esculpida nas coxias do poder central e serviu para tentar negar as contradições cometidas pela presidente em relação ao que a petista pregou durante campanha eleitoral. No primeiro turno da corrida presidencial, Dilma acusou a adversária Marina Silva (PSB) de ser subserviente aos bancos, pois seu programa de governo estava sob a coordenação de Neca Setúbal, herdeira do Banco Itaú. “É muito diferente a posição da presidenta Dilma Rousseff em relação aos seus auxiliares do que aquilo que se afigurava na campanha eleitoral. Vamos lembrar que a crítica à campanha da Marina era que era um programa inconsistente e que nitidamente tinha sido escrito pelo setor financeiro. É outra coisa, completamente diferente. Quando o Levy aceita vir para este governo, ele conhece este governo, conhece a presidenta, é ele que está fazendo uma adesão ao nosso programa histórico”, afirmou Carvalho.
“O Joaquim não tem uma programa pessoal, ele tem uma trajetória de competência, de trabalho, insisto, ele trabalhou já no nascedouro do nosso programa econômico em 2003. Portanto, não cabe essa comparação. Não há nenhuma submissão da presidenta Dilma a nenhum ministro, nunca houve nem haverá”, completou o secretário.
Gilberto Carvalho, assim como qualquer brasileiro, vive em uma democracia, mesmo que corroída, por isso tem o direito constitucional de expressar o pensamento, mas não pode querer que a população creia piamente em sua fala mentirosa e de encomenda. Ao contrário do que afirma o secretário e espião de Lula, o futuro ministro da Fazenda foi convidado para o cargo para limpar a lambança promovida por Lula e Dilma nos últimos doze anos. Só mesmo um irresponsável é capaz de acreditar que Levy se submeterá às ordens absurdas de Dilma, pois o último quadriênio é prova inconteste de que como economista a presidente é uma ode ao fracasso. Gilberto Carvalho que fique acalentando esse sonho comunista e bandoleiro de que o PT é a derradeira salvação do universo, pois para Joaquim Levy e Nelson Barbosa (futuro ministro do Planejamento) saírem de cena basta um tropeço do staff palaciano.
E que os brasileiros estejam preparados, pois para começar a reverter a crise as medidas futuras não serão suaves, pelo contrário, afetarão sobremaneira a vida da população como um todo, pois a atual situação econômica exige, por exemplo, cortes no orçamento e produção de uma recessão técnica. Em outras palavras, durante a eleição Dilma vendeu aos brasileiros incautos uma passagem para o paraíso, mas está a entregar um bilhete para o inferno. Quanto a Gilberto Carvalho, que o Criador dele se encarregue, porque dessa empreitada o diabo já abriu mão.

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