Não deu praia Por EquipeONB - 22/11/2015

imagem - G1
Lama deixa mar de marrom
No sábado, o mar do Espírito Santo recebeu a água barrenta que veio de Mariana (MG), devastou o Rio Doce e chegou no Atlântico tingindo o mar de marrom. Em Regência, distrito da cidade de Linhares, as água se juntaram.
Domingo, 22 de novembro, dia de Sta Cecília, padroeira da música e em Linhares não teve regência de uma música clássica, uma moda de viola mineira ou uma melodia capixaba, mas um lamento de lágrimas pela destruição ambiental, pela morte de pessoas e da vida animal e vegetal.
Foi angustiante esperar uma semana para que a lama e os rejeitos da mineradora chegassem ao mar, para dispersar e tentar recuperar a vida. Foi muito triste ver o mar se tingir de marrom e saber que ali estavam rejeitos de memórias, de peixes, roedores, árvores, ninhos, nascentes e do trabalho de pescadores e ribeirinhos.
Triste ler nas revistas semanais e nos jornais de domingo tantas análises de  especialistas em meio ambiente sobre a fragilidade na fiscalização das mineradoras. Opa! É preciso ser exemplar na punição de todos, quem finge que fiscaliza, quem finge que cumpre todo procedimento de segurança, quem finge nas administrações municipal, estadual e federal.
Não se pode levar esse desastreSOCIOAMBIENTAL com o jeitinho brasileiro e ficar no 1 bi de multa. É preciso respeitar a biodiversidade, ávida, o trabalhador, a riqueza mineral.
Foi um dia sem praia para o morador de Linhares. Foi um dia sem vida no Rio Doce.

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