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14/02/2017 10h59 - Atualizado em 20/02/2017 18h11 Fortaleza tem casos da doença do piolho do pombo; médicos alertam Doença é provocada por meio de um parasita do pombo. Prefeitura alerta sobre infestação do animal e os riscos além da saúde. Do G1 CE FACEBOOK Em Fortaleza, médicos dermatologistas registraram nos consultórios casos de doenças de pele relacionadas ao piolho de pombo. O dermatologista Renê Diógenes explica que a doença é provocada pelo pombo, através de um parasita (ácaro) que pode transmitir doença sistêmica, como meningite, doença fúngicas e bacterianas. Lesões causam intensa coceira, e elas ficam muito inchadas, vermelhas. saiba mais Dermatologista explica sintomas da doença do piolho do pombo Ceará registra cinco casos suspeitos da 'doença da urina preta' "Na pele, pode provocar alergia, como dermatite de contato e processos inflamatórios", afirma o especialista. O médico aponta como prevenção o uso de repelentes. Nos casos já concretos, o tratamento indicado na pele é usar antialérgico e corticoide tópico. Um dos casos na capital cearense foi de uma criança de 9 anos, que apresentou inflamações com vermelhidão na pele, e foi submetido a medicamentos com corticóides, antialérgico, além de pomada. Inicialmente, os pais acharam que era reação à picada de muriçoca, mas o menino relatou que também sentia coceira no local e que as inflamações haviam crescido. A dermatologista que atendeu a criança relatou que já havia recebido outros pacientes com o mesmo quadro e apontou para doença relacionada ao piolho de pombo. O gerente da célula de Vigilância Ambiental e de Riscos Biológicos, Nélio Morais, alerta para o problema de infestação de pombos nos meios urbanos, inclusive em Fortaleza. "O pombo encontra na cidade água, abrigo e alimento, tudo que ele necessita pra reproduzir-se intensamente e em uma escala sem controle", diz. Criança de Fortaleza tem doença do piolho do pombo (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares) Criança de Fortaleza tem doença do piolho do pombo (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares) Os danos, além dos problemas à saúde, afeta também os patrimônios públicos, já que as fezes ácidas dos animais corroem estátuas e outros materiais nos prédios. Outro problema são os riscos de acidentes aéreos. Nélio apontou o trabalho em conjunto com a Infraero que vem minimizando o número de pombos no Aeroporto de Fortaleza. "Os pombos têm que buscar seu alimento de forma natural, tem que se alimentar de inseto, larva de inseto, floração de vegetais, e não outra alimentação, que inclusive faz encurtar a vida. É um erro alimentar os pombos. Nós temos que ter um equilíbrio, e esse equilíbrio natural, a busca natural do alimento, é que vai fazer a compensação desse processo", ressalta. Sobre como afugentar os animais, o gerente da Prefeitura cita que existem diferentes tipos de repelente no mercado. "São paliativos, mas ajudam. A própria naftalina muitas pessoas usam, ou meios físicos, que você possa impedir acesso, sobretudo arame farpado enovelados, porque eles necessita de uma plataforma fixa, base estável", orienta. Outra atenção é quanto à higiene. "Tem que remover permanentemente essas fezes, mas com segurança, usando jatos d'água, máscaras, óculos e luvas". tópicos: Ceará, Fortaleza veja também Justiça do Ceará mantém proibição e vaquejada 'Carnaboi' é cancelada Justiça do Ceará mantém proibição e vaquejada 'Carnaboi' é cancelada 20/02/2017 Vereador de Santana do Acaraú, no Ceará, propõe 'licença-menstruação' Vereador de Santana do Acaraú, no Ceará, propõe 'licença-menstruação' 20/02/2017 Dermatologista explica sintomas da doença do piolho do pombo Dermatologista explica sintomas da doença do piolho do pombo 20/02/2017 Após matar motociclista em acidente, homem atira contra polícia no Ceará Após matar motociclista em acidente, homem atira contra polícia no Ceará 20/02/2017 FACEBOOK TWITTER LINK http://glo.bo/2lFQyFg SEJA O PRIMEIRO A COMENTAR Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal. Este conteúdo não recebe mais comentários.
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